O cansaço que tem cura

O cansaço que tem cura – Mateus 11:28-30
por Elcio M. P. Soares
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Em agosto de 1930, Joseph Crater, com 45 anos de idade, despediu-se dos amigos num restaurante de Nova Iorque, entrou num táxi e foi embora. Nunca mais se ouviu falar dele. Cinqüenta anos de investigações e pesquisas ofereceram inúmeras teorias, mas nenhuma conclusão. Desde que Crater era um bem-sucedido juiz do Supremo Tribunal de Nova Iorque, muitos suspeitaram de assassinato; entretanto, nenhuma pista sólida jamais foi descoberta. Outras opções surgiram: seqüestro, envolvimento com a máfia, e até mesmo suicídio. Uma busca em seu apartamento revelou esta pista: um bilhete e um cheque, ambos em nome da esposa. A quantia escrita no cheque era bem grande e o bilhete dizia simplesmente: “estou cansado demais. Com amor, Joe”.
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A nota talvez não passasse de um pensamento no final de um dia duro. Ou, quem sabe significasse muito mais – poderia ser o epitáfio de um homem desesperado. O cansaço pesa. Não é o cansaço físico provocado pelo esforço de um serviço braçal, por exemplo; nem ao esgotamento mental que se segue a um dia de decisões e reflexões difíceis. Nada disso. O cansaço que atacou o juiz Crater é bem pior.
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Trata-se do cansaço que surge pouco antes de você desistir por completo. É o pai desanimado, a criança abandonada, o aposentado com os dias contados. É aquele ponto na vida em que a motivação desaparece, filhos ficam adultos, perde-se o emprego, o cônjuge morre. O resultado é cansaço – profundo, solitário, frustrado. Só um homem na história afirmou ter uma resposta para esse cansaço. Ele se coloca diante de todos os Joseph Craters do mundo com a mesma promessa: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11.28). (ver nota no final)
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Um rei segundo o coração de Deus

Um rei segundo o coração de Deus – (1 Samuel 16)
por Elcio M. P. Soares
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“Enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque, dentre os seus filhos, me provi de um rei. Eu te mostrarei o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te designar.” (1 Samuel 16:1b,3b)
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Deus estava chamando um novo rei – um rei segundo o seu coração – e o profeta Samuel foi enviado a casa de Jessé que morava em Belém. Este belemita tinha 8 filhos. Destes filhos sairia o novo rei em Israel. Quando Samuel viu o primeiro filho, Eliabe, exclamou: “Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido” (16:6). Prontamente Deus respondeu ao profeta: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração (16:7).
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Um coração fechado para a verdade

Um coração fechado para a verdade – (1 Reis 22:22)
por Elcio M. P. Soares
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Nublado - 1“Respondeu ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Disse o SENHOR: Tu o enganarás e ainda prevalecerás; sai e faze-o assim” (1 Reis 22:22).
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Acabe e Josafá, reis de Israel e Judá respectivamente, ouviram dos 400 profetas de Acabe o que iria acontecer a respeito do combate contra os Sírios, na batalha para retomar a cidade de Ramote-Gileade das mãos deles (1 Reis 22:6). O bom rei Josafá, aceitou o convite de Acabe para pelejar com ele contra os Sírios, arriscando-se em fazer uma aliança com um rei perverso e desobediente a Deus (1 Reis 22:2-4). Mas ele não se contentou em apenas ouvir os profetas de Acabe; ele queria ouvir um verdadeiro profeta de Deus (1 Reis 22:5,7). Micaías então foi chamado, contrariando o rei de Israel. O profeta alertou que nesta batalha o Senhor entregaria Acabe nas mãos do rei da Síria; mas ele não lhe deu ouvidos (1 Reis 22:8,9,14-23).
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O coração de Acabe se abriu para as palavras que ele queria ouvir de seus profetas e se fechou para as palavras proferidas por Deus por meio de Seu profeta Micaías (1 Reis 22:6,18). Os dois reis ouviram as mesmas mensagens, tanto dos falsos profetas, quanto de Micaías. Acabe endureceu seu coração para as palavras do Senhor, e deixou-se enganar pelas palavras de seus profetas, mas Josafá não se deixou enganar pelas palavras destes falsos profetas.
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O verso 22 mostra uma parte do pronunciamento de Micaías a Acabe, onde ele revelou que o rei estava sendo enganado pelos seus profetas. Muitos podem questionar o fato de Acabe ter sido enganado e consequentemente condenado por Deus (1 Reis 22:17). Mas, em algumas situações na Bíblia, vemos o coração daqueles que são incrédulos ao Senhor endurecer, e no caso de Acabe não foi diferente.
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A verdade é que Deus é “aquele que sonda mentes e corações,” dando “a cada um segundo as vossas obras” (Apocalipse 2:23). E também o “Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Timóteo 2:19b). Portanto, “aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” (2 Timóteo 2:19c).
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O problema de Acabe era o seu caráter e por isso Deus permitiu que seu coração endurecesse. O cristão, o seguidor fiel de Jesus Cristo, onde o que interessa para ele é única e exclusivamente “a verdade, nada além da verdade”, deve ficar longe “da injustiça”, ou seja, da perversidade do coração e da vida. Acabe tinha um coração perverso e era próximo das perversidades da vida, como por exemplo a trama de sua esposa Jezabel para tirar a vida de Nabote, o jezreelita (1 Reis 21:1-16). Como cristãos, devemos ficar longe de toda e qualquer injustiça, por menor que seja e até mesmo contra os nossos “inimigos”, porque até a eles, Jesus nos mandou amar (Mateus 5:43-48).
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As reações de Acabe e Josafá em relação ao pronunciamento dos 400 profetas têm a ver com coração. Em Mateus 13:18-23, Jesus conta a parábola do semeador, mostrando 4 tipos de solo, onde o semeador planta as suas sementes. Os solos são os corações dos homens; o semeador é Deus e a semente é a palavra do Senhor ou a semente pura do evangelho. Três dos quatro corações representados pelos solos nesta parábola rejeitam a verdade e apenas um aceita, onde a semente cresce e frutifica. Acabe com seu coração duro e perverso, aceitou prontamente as palavras proféticas que ele queria ouvir dos falsos profetas, em detrimento da verdade, dita pelo profeta de Deus Micaías. Em contrapartida, Josafá, com seu coração aberto a verdade, rejeitou a mesma mensagem proferida pelos 400 profetas, desejando ouvir um verdadeiro profeta de Deus. Cada “solo” responderá diferentemente em relação à mesma “semente”.
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Que sejamos “boa terra”, onde a semente pura do evangelho “frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um” (Mateus 13:23).
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Palavras para guardar: Apartar (da injustiça), Amar (incodicionalmente), Frutificar e Produzir
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Julho – 2009
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O caráter aprovado por Deus

O caráter aprovado por Deus – (1 Tessalonicenses 1-3)
por Elcio M. P. Soares
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Reflexão
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Reflexão 98Seja qual for o serviço prestado a Deus nos trabalhos da igreja o discípulo de Cristo deve colocar em prática os ensinamentos do Senhor. É preciso que ele procure ser exemplo para os outros, e assim a palavra e o nome de Deus não sejam difamados. É preciso que ele imite a Cristo, e dessa forma, seja notada a direção do Espírito Santo em sua vida. Por isso é muito importante que o servo de Deus tenha uma vida íntegra e correta aplicando sempre os ensinamentos do Senhor primeiramente em sua própria vida.
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Os servos que ministram na igreja precisam agir com seriedade em sua conduta, praticando os ensinamentos de Jesus, tendo a direção do Espírito Santo de Deus.
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Paulo é um exemplo de servo chamado para ministrar no trabalho de Deus. A conversão dele foi genuína, de perseguidor da igreja de Deus passou a ser perseguido por causa dela. O apóstolo abriu mão de seus direitos e de sua própria vontade para servir integralmente ao Senhor. Ele desenvolveu um caráter aprovado por Deus e que devemos imitar (1 Coríntios 11:1).
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Resumo:
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O discípulo de Cristo deve…
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1 – Praticar a verdade
2 – Ser um exemplo para os outros
3 – Imitar a Cristo
4 – Ter uma conduta irrepreensível
5 – Ter uma conversão genuína
6 – Ter a vontade de Deus como soberana
7 – Servir integralmente ao Senhor
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O que diz a palavra
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Texto base: 1 Tessalonicenses 1-3
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Chegando ao entendimento
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Através do exemplo de Paulo descrito na passagem de 1 Tessalonicenses 1-3, podemos comprovar como deve ser o caráter de um servo de Deus. A dedicação e o amor dele ao Senhor está acima de qualquer dificuldade que se possa encontrar no caminho. Analisemos cada detalhe desse caráter:
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1 – A oração e a intercessão devem fazer parte de sua vida (1:2-4)
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“2 Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, 3 recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, 4  reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição”
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Paulo intercedia por todos os irmãos, reconhecia o valor que tinham no serviço do Senhor e enfatizava e valorizava as suas qualidades.
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2 – Ser guiado com poder pelo Espírito Santo (1:5,6)
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“5 porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós. 6  Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo”
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Paulo tinha convicção do que fazia, pois deixava o Espírito Santo guiar os seus passos. Ele não apenas ensinava a verdade, mas a praticava em sua própria vida (Efésios 4:9). Ele não desprezava as escrituras, pois cria nelas e deixava o Espírito de Deus auxiliá-lo (1 Tessalonicenses 5:19,20).
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3 – Ter coragem (2:1,2)
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“1 Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; 2  mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.”
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Paulo não se intimidava com a grande oposição e perseguição de seus adversários, porque tinha total confiança em Deus e sabia que Ele não o abandonaria. Mesmo sendo maltratado e insultado, não deixava de pregar a palavra. Lutava com todas as suas forças para alcançar o seu objetivo (Romanos 1:1).
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4 – Ser fiel (2:3,4)
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“3  Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; 4 pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração.”
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Fidelidade é uma das virtudes pessoais que o servo de Deus deve desenvolver em sua vida, pois ela é um dos atributos naturais de Deus e Ele espera que todos os seus seguidores também tenham (1 Coríntios 1:9; 4:2). Deus confiou a Paulo o evangelho para que ele pudesse ser anunciado aos povos em conformidade com a vontade do Senhor. O apóstolo demonstrou a sua fidelidade falando apenas o que agradava a Deus e não aos homens. Ele não mudava a sua postura por causa das perseguições, tradições ou cultura, porque sabia de seu compromisso com Deus.
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5 – Não se corromper (2:5-7)
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“5 A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. 6 Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. 7 Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos”
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O servo de Deus não pode servir a dois senhores disse Jesus (Lucas 16:13). Aquele que quer trabalhar para Deus deve esquecer seus próprios interesses para fazer aquilo que o Senhor quer e da maneira que Ele quer. O discípulo de Cristo não se vende por nada. Não fala coisas vãs para agradar a homens nem faz seu trabalho por obrigação. Pelo contrário ele dá a sua vida pela obra de Deus, ele quer agradar a Deus sobre todas as coisas e faz o seu trabalho com amor e por amor a Jesus (1 Coríntios 10:33).
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6 – Ser irrepreensível (2:10)
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“Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes.”
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Paulo se preocupava muito com o seu testemunho diante de Deus e dos homens. Ele procurava ter uma conduta limpa, correta e sem faltas (2 Coríntios 1:12). Ter uma vida limpa é o dever de todo filho de Deus.
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7 – Ter bondade em seu coração (2:11,12; 3:1,2)
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“11  E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, 12  exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória. 1 Pelo que, não podendo suportar mais o cuidado por vós, pareceu-nos bem ficar sozinhos em Atenas; 2  e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos”
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Paulo entendia a bondade de Deus e por isso procurava passá-la aos irmãos. Deus quer corrigir os homens de suas transgressões para transformá-los em novas criaturas. O apóstolo sabia da importância de corrigir os irmãos de suas faltas, por isso não deixava de exortar, repreender e admoestá-los a viverem uma vida santa na presença de Deus (Filipenses 1:27).
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8 – Ter alegria (3:9,10)
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“9 Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus, 10  orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?”

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A alegria de Paulo estava em primeiro lugar, servir a Deus levando a mensagem de salvação aos homens; segundo, em ver que seu trabalho não estava sendo em vão; e em terceiro, por ser útil aos irmãos. A alegria do cristão é saber que seu trabalho, esforço e sua fé serão recompensados pela salvação eterna no último dia. Paulo aprendeu a viver contente em qualquer situação, abrindo mão de tudo que possuía (Filipenses 3:8; 4:11).
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Aplicação
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Como vemos o Senhor já nos deixou o modelo do servo que lhe agrada. Aquele que se entrega completamente ao seu senhorio e autoridade. Se Paulo sendo um homem pecador como nós, serviu a Deus e conseguiu a Sua aprovação, porque nós não conseguiremos? Busquemos a Deus e a Sua soberana vontade enquanto há oportunidade e imitemos aqueles que seguem a verdade.
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Sugestões para aplicação:
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1 – Interceda e ore pelos irmãos
2 – Deixe o Espírito Santo guiá-lo
3 – Enfrente os desafios e obstáculos com fé em Deus
4 – Faça a vontade de Deus
5 – Ande em santidade e na Justiça de Deus
6 – Ajude os irmãos mais fracos, sustente-os e de suporte
7 – Contente-se com o que você tem
8 – Sirva a Deus com alegria
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Leitura de encorajamento:
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“Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade” (Provérbios 2:4-7)
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Junho – 2009
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Nada senão a verdade

Nada senão a verdade
por Elcio M. P. Soares

Reflexão 112Estamos dispostos a ouvir o que não queremos ouvir? A tendência humana é recusar dar “ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:4). É muito mais fácil ouvir uma “fábula” do que ouvir a verdade. O rei de Israel, Acabe, envolto na idolatria e na perversidade, recusava-se ouvir a verdade por meio dos profetas de Deus, dando lugar as palavras que ele queria ouvir de seus próprios profetas. Ele envolveu o bom rei de Judá, Josafá, em mais uma de suas desobediências ao Senhor (1 Reis 22:1-28). Recusar a verdade é recusar ouvir a Palavra de Deus, pois a Palavra de Deus é a verdade e ela é “viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4:12). Porém, Jeremias disse que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (17:9).

Só Deus é capaz de conhecer as profundezas de nossos corações e pensamentos. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13). Deus conhece realmente nossas intenções e razões, portanto, vivamos com sinceridade, reverência e temor diante dEle.

É muito mais fácil dar ouvidos a uma “fábula” que satisfaça as vaidades e desejos egoístas, do que dar ouvidos a verdade, que transforma o caráter, quebrando o vaso e fazendo um novo. É fácil cantar o cântico “Eu quero ser”, “quebra a minha vida e faça-a de novo, eu quero ser um vaso novo”, mas estamos dispostos e convictos a enfrentar as conseqüências e possíveis dores desta decisão, pois cantar louvores a Deus também é pedir que Ele faça em nossas vidas o que o cântico descreve. Muitos cantam por cantar, porque acham bonito, faz bem e é bom, mas devemos estar entre aqueles que cantam louvores a Deus convictos e conscientes do que representa estes louvores para Deus e para nós, e estarmos preparados para o que vier. Quando cantarmos “quebra a minha vida e faça-a de novo”, estejamos preparados para Deus mudar completamente as nossas vidas, ou seja, retirar tudo aquilo que não deve estar no “templo” de adoração, pois os cristãos são santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Coríntios 6:16b).

O rei Acabe recusou dar ouvidos a verdade e as consequências para ele foram trágicas (1 Reis 22:29-40). Que possamos estar dispostos a ouvir a verdade, independementente do que tenhamos que enfrentar, como muitos dos servos de Deus e também o próprio Senhor Jesus. Devemos dizer e viver como o apóstolo Paulo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

Junho – 2009