Meditação – Filipenses 2:14-16

Fazei tudo sem murmurações – Filipenses 2:14-16

por Elcio M. P. Soares

 

Flilpenses-214-16“Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.” (Filipenses 2:14-16)

 

- Encontramos aqui uma chave para nos tornarmos cristãos autênticos: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas”. Mas o que é murmurar? Murmurar é difamar, cochichar, resmungar, queixar-se em voz baixa ou conversar às escondidas de alguém. O apóstolo Paulo foi enfático em dizer que precisamos fazer tudo sem murmuração, ou seja, naquilo que vamos fazer para Deus, devemos fazê-lo com gratidão em nossos corações.

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Geralmente resmungamos quando temos que fazer algo que nos desagrada, mas que é o certo a fazer. Precisamos lembrar que muitas coisas que Deus nos pede, são muito difíceis e são poucos que realmente fazem. Tem algo que o Senhor pediu pra você fazer, mas ainda não o fez ou tem murmurado em relação a isso?

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Paulo também diz para fazermos tudo sem contendas. Contender é brigar, rivalizar, competir, contrapor-se. Jesus não nos chamou para brigar uns com os outros, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12). Muitos querem servir a Deus contendendo com os outros; sempre criando rixas e discussões vãs, que não leva a lugar nenhum a não ser a própria contenda. Mas Jesus nos chamou para amar como Ele amou; servir como Ele serviu; e andar como Ele andou.

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Precisamos agir de maneira que ninguém precise nos repreender. Precisamos falar a verdade uns com os outros, mesmo que isso nos faça sofrer. Precisamos agir de tal forma que ninguém tenha razão em nos culpar. Dessa maneira seremos luz para o mundo e não trevas. Seremos aqueles que preservam a Palavra de Cristo e praticam os seus ensinamentos.

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O apóstolo Paulo se esforçou sobremaneira em seu serviço a Deus: em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim (Colossenses 1:27b-29). Que batalhemos “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 1:3).

 

Março – 2009

Revisado em Setembro - 2011

Meditação – Efésios 2:1-3

Ele nos deu vida – Efésios 2:1-3

por Elcio M. P. Soares

 

Efesios-21-3“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” (Efésios 2:1-3)

 

- A vida está em Cristo e fora dele só há morte. O pecado gera morte e como diz Paulo “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Antes de Cristo, estávamos como todos aqueles que não o conhecem, vivos na carne, porém, mortos espiritualmente; andávamos sem rumo, sem esperança e sem propósito, perdidos em nossas transgressões contra Deus. Nosso caminho era no “curso deste mundo”; o curso que leva a perdição e a condenação por causa do pecado.

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Não nos enganemos “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 João 5:19) e só em Cristo é possível a salvação. Os homens andam segundo suas paixões e desejos desenfreados da carne. São dominados pelo poder do pecado, mas em Cristo encontramos a libertação do domínio da corrupção moral e física, e passamos a ser guiados pelo Espírito Santo, que passa a habitar naqueles obedecem ao chamado do Senhor.

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Na carne somos inclinados as coisas do mundo, visíveis e perecíveis, como as delícias e prazeres corrompidos que ele pode oferecer. Pelo Espírito, somos inclinados a buscar as coisas lá do alto, que são invisíveis aos nossos olhos, mas são eternas e nos leva ao perdão e a misericórdia de Deus.

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Deixemos a desobediência do pecado, “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hebreus 12:2), “que nos livra da ira vindoura” (1 Tessalonicenses 1:10).

 

Janeiro – 2009

Meditação – 2 Pedro 2:4-6

Deus não poupou – 2 Pedro 2:4-6

por Elcio M. P. Soares

 

2-pedro-24-61“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios; e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; (2 Pedro 2:4-6)

 

- Nos versos anteriores, o apóstolo deixa claro que os falsos mestres serão destruídos por causa da falsidade de suas vidas. Agora, Pedro nos alerta como Deus trata tais indivíduos que se rebelam contra Sua soberania e majestade. Anjos e homens que impiamente conduziram suas vidas foram e serão destruídos pela ira de Deus.

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Noé e sua família foram poupados da destruição por causa de sua fidelidade ao Senhor em meio a uma multidão de incrédulos. Ele sofreu zombaria e escárnio, mas permaneceu firme em seu propósito mostrando-nos que vale a pena perseverar em meio às tribulações e perseguições.

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E por fim as cidades de Sodoma e Gomorra sofreram a conseqüência da imoralidade em que viviam seus habitantes; as cidades foram reduzidas a cinzas e pó. Vimos o que a incredulidade, desmazelo e irreverência para com Deus podem causar aos seus praticantes.

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Os falsos mestres sofrerão as mesmas conseqüências daqueles que viveram impiamente, por isso precisamos vigiar e orar, para que não sejamos enganados pela cobiça dos homens que não temem a Deus e cairmos nos mesmos erros. “A mim pertence à vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo” (Hebreus 10:30).

 

Novembro – 2008

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Meditação – 1 João 2:15

Não ameis o mundo – 1 João 2:15

por Elcio M. P. Soares

 

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;” (1 João 2:15)

 

- Algo nos prende a este mundo? Ele interfere em nossas decisões? Seus acontecimentos nos influenciam? Estamos presos a datas, festas e comemorações impostas pelo mundo? Somos levados pela nuvem de consumismo desenfreado de coisas e mais coisas?

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O mundo atual está tomado pelas falsas religiões e pelas coisas que Deus detesta e abomina (Pv 6:16-19). Milhares de pessoas são contagiadas pelo devaneio comemorativo: “aproveitemos a vida, pois um dia morreremos mesmo” (Is 22:13). Como cristãos, precisamos tomar cuidado, para que as coisas que há no mundo e nada tem haver com a vontade de Deus, nos façam esquecer de quem somos, o que precisamos fazer e como devemos proceder. Lembremos que este mundo tomado pelas concupiscências da carne e pela irreverência para com Deus, não é um lugar para seus seguidores fiéis (Hb 11:35-40); eles estão aqui de passagem.

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O verso é claro, se amamos o mundo e as coisas que há nele – e muitas delas podem até nos fascinar – não temos o amor de Deus! O amigo do mundo é inimigo de Deus (Tg 4:4). Há coisas que precisamos dar valor e são poucos que realmente dão: A morte e ressurreição de Cristo (1 Co 15:3,4); a nossa salvação nEle (2 Tm 2:10); a misericórdia de Deus renovada a cada manhã (Lm 3:22,23); a nossa família espiritual (Ef 2:19-22); um novo caminho (Hb 10:19-22); uma nova mente (1 Pe 3:21); um novo coração (2 Co 4:6); a frutificação do Espírito (Gl 5:22,23); a habitação de Deus conosco (Jo 14:23); o templo do Espírito santo (1 Co 6:19); o perdão de nossos pecados (Ef 1:3-10); e a igreja gloriosa a qual pertencemos (Ef 5:25b-27).

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Que as pessoas deste mundo, sejam eles nossos parentes, amigos, conhecidos ou qualquer outra pessoa, possam ver em nós a verdadeira satisfação de ser cristão e carregar este nome com alegria, amor e reverência. Estas são as coisas que devemos compartilhar, amar e comemorar todos os dias.

 

Outubro – 2008

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Meditação – 1 João 5:19

Somos de Deus – 1 João 5:19

por Elcio M. P. Soares

 

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)

 

- Quando somos de Deus? Quando reconhecemos que somos pecadores e confessamos Jesus como nosso Senhor e Salvador; quando nos entregamos a Ele pelo batismo; quando perseveramos na fé nEle; quando praticamos o que temos aprendido das sagradas escrituras; quando participamos ativamente dos trabalhos da igreja; quando nos comprometemos com a obra de Deus; quando compartilhamos seu amor, perdão e misericórdia com os outros; quando amamos a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos; quando defendemos a causa de Cristo, custe o que custar; quando glorificamos a Deus com nossas atitudes e procedimento santo. Se estas e outras virtudes cristãs fazem parte de nossas vidas, podemos afirmar com certeza que somos de Deus.

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Jazer significa estar deitado; estar morto ou estar sepultado. Especificamente nesta passagem quer dizer morto ou sepultado. O verso alerta que o mundo e seus desejos malignos e desenfreados da carne já estão mortos, ou seja, condenados por causa de sua transgressão. O mundo só quer saber de farrear, enriquecer ilicitamente e gozar a vida, doa a quem doer; os cristãos devem desejar fazer a vontade de Deus, mesmo que para isso, eles sofram perseguição e injustiças.

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Precisamos escolher entre aproveitar e ganhar esta vida, mas perder a do porvir; ou perder esta vida – por causa de Cristo – e aproveitar e ganhar a vida do porvir (Mateus 10:39; 16:25). Qual você escolhe? Engana-se aquele que pensa que pode ter as duas, pois as escrituras nos dizem que quem é amigo do mundo é inimigo de Deus (Tiago 4:4). Lembremos: o mundo e suas concupiscências estão mortos no maligno; só em Cristo podemos ser libertos desta condenação.

 

Outubro – 2008

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