Rejeitando a verdade

Rejeitando a verdade - (1 Reis 22:26,27)
por Elcio M. P. Soares
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Nublado - 4“Então, disse o rei de Israel: Tomai Micaías e devolvei-o a Amom, governador da cidade, e a Joás, filho do rei; e direis: Assim diz o rei: Metei este homem na casa do cárcere e angustiai-o, com escassez de pão e de água, até que eu volte em paz” (1 Reis 22:26, 27).
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O rei Acabe rejeitou a verdade. Não sabemos todos os motivos, mas o que sabemos é que ele rejeitou a Palavra do Senhor por intermédio do profeta Micaías por causa de seu coração perverso e corrompido pela mentira. Ele não acreditou nas predições de Micaías (1 Reis 22:17-28), onde ele morreria em combate na cidade de Ramote-Gileade. Por isso o rei mandou o profeta embora dizendo “até que eu volte em paz”, ou seja, convicto que ele não morreria na batalha.
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Dois contrastes neste episódio:
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Primeiro, a rejeição da verdade por um homem que deveria ser o guia de seu povo. O rei de Israel deveria defender a causa deste povo, e a sua causa deveria ser a causa de Deus. Mas sabemos que o povo, a não ser aqueles 7000 que não dobraram seus joelhos a Baal (1 Reis 19:18), adoravam este deus falso seguindo a causa de Acabe. Ele estava corrompido pela mentira e grandemente influenciado por sua pagã esposa Jezabel.
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Segundo, a coragem de um homem defendendo a causa de Deus contra um rei e todo o seu “poder”, que claramente alimentava animosidade a sua pessoa, por não profetizar a seu “respeito o que é bom, mas somente o que é mau” (1 Reis 22:18). Micaías tinha que escolher entre agradar ao rei de Israel ou a Deus. Ele optou pela parte mais difícil que é agradar a Deus. Porque mais difícil? Porque agradar a Deus sempre trará duras e difíceis conseqüências a quem optar em ser fiel aos seus desígnios num mundo de corrupção e mentira. Elias foi ameaçado de morte por Jezabel. Micaías ia voltar à prisão onde passaria fome e sede. João Batista foi decapitado por ser “a voz do que clama no deserto” endireitando “o caminho do Senhor” (João 1:23). E tantos outros profetas, apóstolos e servos de Deus que foram torturados e mortos por serem fiéis a Ele.  “Homens dos quais o mundo não era digno” (Hebreus 11:38). E nós, a quem estamos agradando?
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Palavras para guardar: Defender (a causa de Cristo) e Fidelidade (a Deus)
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Julho – 2009

Servindo e sofrendo

Servindo e sofrendo – (1 Reis 22:26,27)
por Elcio M. P. Soares
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Reflexão 118“Então, disse o rei de Israel: Tomai Micaías e devolvei-o a Amom, governador da cidade, e a Joás, filho do rei; e direis: Assim diz o rei: Metei este homem na casa do cárcere e angustiai-o, com escassez de pão e de água, até que eu volte em paz” (1 Reis 22:26, 27).
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Como sofre uma pessoa que busca servir e agradar a Deus, não?! “Metei este homem na casa do cárcere e angustiai-o” disse o rei Acabe. Micaías foi para a prisão porque disse a verdade; e não só foi aprisionado, mas também ia passar fome e sede. Como é difícil dizer a verdade e ainda se “livrar” das conseqüências que ela trás. Como é difícil dizer um “sim”, quando gostariámos dizer um “não”; ou vice-versa. Como é difícil agradar a Deus e o mundo “porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro” (Mateus 6:24).
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Os cristãos precisam estar preparados para dizer “sim” para Deus e a verdade, e “não” para o mundo que o cerca com as suas concupiscências e mentiras. O profeta optou pelo sofrimento quando disse a verdade a Acabe, não temendo as conseqüências de sua atitude, pois sabia que Deus estava com ele. Infelizmente, muitos deixam a verdade, temendo o sofrimento.
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O apóstolo Paulo após enfrentar um Sinédrio enfurecido por causa de seu discurso recebeu as palavras do Senhor na noite seguinte: “Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (Atos 23:11). Ele estava enfrentando perigos de morte em Jerusalém e o Senhor não aliviou para ele. Porém, o apóstolo com certeza tinha em mente este consolo: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal” (Atos 18:9,10).
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Ao servo de Deus cabe servi-lo com determinação, coragem e temor, não importando o caminho que ele terá que trilhar neste mundo. Os verdadeiros servos do Senhor não escolhem o caminho por onde vão passar, mas deixam Deus guia-los por onde Ele quer pela Sua soberana vontade. Estar com o Senhor é tudo o que precisamos para servi-lo em toda e qualquer circunstância nesta vida. Deus nos ilumine e guarde!
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Palavra para guardar: Coragem
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Julho – 2009
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Profetizando ilusões

Profetizando ilusões - (1 Reis 22:13)
por Elcio M. P. Soares
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Reflexão 113“O mensageiro que fora chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei, seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles e fala o que é bom” (1 Reis 22:13).
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Um mensageiro enviado pelo rei de Israel Acabe, para chamar o profeta de Deus Micáias, ao qual, o rei não gostava, porque nunca profetizava dele “o que é bom, mas somente o que é mau” (1 Reis 22:8), instruiu a Micaías a não falar nada de mau do rei desta vez, onde ele teria que concordar com as profecias já citadas pelos profetas de Acabe ao seu favor (1 Reis 22:6).
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Quem conhece, sabe o que Acabe protagonizou ao lado de sua pagã e igualmente perversa esposa Jezabel. Não era sem motivo, que os profetas de Deus não tinham nada de bom para profetizar ao seu respeito. Porém, semelhantemente ao mensageiro do rei, o povo rebelde na época do profeta Isaías declarava: “Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, profetizai-nos ilusões” (Isaías 30:10).
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Resumindo toda esta questão da proposta do mensageiro de Acabe ao profeta Micaías, podemos fazer um gancho num jargão muito conhecido no meio político: tudo vai (ou deve) acabar em “Pizza” neste caso e com direito a sobremesa de “marmelada” como diria o bem humorado jornalista “Boris Casoy”; e ainda fazendo menção ao futebol, “pra que mexer em time que está ganhando?” Um verdadeiro profeta de Deus, como Elias e agora Micaías, não entra nesse jogo, pois tem um Senhor a servir e a obedecer.
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Hoje não é diferente! Precisamos ser cristãos fiéis, servindo e obedecendo a voz do Senhor independentemente do que iremos enfrentar por causa disso. Sendo fiéis a Deus e a sua soberana vontade faremos muitos inimigos, assim como Elias, Micaías, Jeremias, dentre outros profetas do Senhor; João Batista, “a voz do que clama no deserto” (João 1:23), o apóstolo Paulo, bem como muitos outros servos de Deus e claro e evidente o próprio Senhor Jesus também o fizeram.
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O apóstolo Pedro bem que nos alertou: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus (1 Pe 4:12-14). Ou seja, não devemos estranhar o sofrimento e a oposição do mundo contra nós e até mesmo daqueles que se dizem “crentes” no Senhor, por sermos fiéis a semente pura do evangelho do Senhor Jesus Cristo, sem os dogmas, doutrinas, preceitos humanos de escravidão e as ilusões preditas pelos profetas ocasionais.
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Deus nos ilumine e nos guie a falar somente aquilo que Ele instruiu por suas Sagradas Escrituras e andemos “de modo digno da vocação a que” fomos “chamados” (Efésios 4:1).
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Palavras para guardar: Servir e obedecer
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Julho – 2009
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Meditação – Atos 9:15,16

Instrumento escolhido – Atos 9:15,16

por Elcio M. P. Soares

 

romanos-91516“Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” (Atos 9:15,16) 

 

- Sempre precisamos parar e refletir revendo nossas vidas, pois um cristão autêntico, ou seja, um discípulo e seguidor fiel de Cristo, não se envolve com os negócios desta vida (2 Timóteo 2:4). É preciso nos comprometer com a obra de Deus, para que no último dia não sejamos pegos de surpresa pelo alerta de Cristo: “Em verdade vos digo que não vos conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mateus 25:12,13).

 

Não fazer nada para Deus nos coloca no mesmo pé de igualdade que os incrédulos. Acordemos para a realidade de nossa vocação. O mundo quer conforto, farras, diversão e riqueza; os cristãos devem desejar fazer a vontade de Deus, mesmo que eles sofram perseguição e injustiça. Este mundo “jaz no maligno” (1 João 5:19) e a esperança que temos é a salvação em Cristo Jesus.

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Muitos vivem um cristianismo cambota (1 Reis 18:21), procurando andar em dois caminhos totalmente inversos: as trevas da incredulidade e impureza do mundo, junto com a fé, santidade e pureza do cristianismo. É impossível, pois são opostos entre si (2 Coríntios 6:14)!

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Jesus nos fez um chamado: ser um instrumento santo – separado, puro e fiel – para ser usado em seu plano de redenção aqui na terra. Ser um instrumento de Deus exige disciplina, obediência, coragem e ousadia para defender a causa de Cristo, bem como fazer conhecido o nome e a vontade de Deus. Seja, portanto, um instrumento escolhido!

 

Novembro – 2008

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Jovens piedosos

Jovens piedosos1 Timóteo 4:7-16

por Elcio M. P. Soares

 

O cristão não fica procurando apoio fora da Palavra de Deus para satisfazer sua própria vontade, “antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmo 1:2). Ele medita, compreende e busca praticar a Palavra para ter atitudes que agradam a Deus. Ele a guarda em seu coração, para andar em santidade de vida: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119:11). O cristão busca intensamente conhecer a vontade de seu Senhor: “Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos” (Salmo 119:20). Ele suplica a Deus que tire a “cegueira” de seus olhos para contemplar a Sua Palavra: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmo 119:18). Seu coração está voltado para o Senhor, e assim, ele o busca ao invés de fugir dEle: “De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos” (Salmo 119.10).

 

O jovem cristão precisa ser diligente – Ativo, zeloso, aplicado – na obra do Senhor. Ele precisa progredir na fé, no amor e na doutrina. Ele precisa cuidar-se para não se envolver em negócios alheios a vontade de Deus. Ele precisa dar testemunho e ser exemplo para os outros. Com sua vida santa e consagrada, ele “salva” a si mesmo e aos outros das facilidades do pecado, tão expostas nos dias atuais, seja na programação de televisão, nas revistas, na internet, nas más conversações, na irreverência, na desobediência aos pais e a Deus, etc. O cristão, como bom soldado, não se envolve com os “negócios” dessa vida, antes ele procura conhecer a vontade de seu “general”, pois ele está numa batalha, não contra seus irmãos ou semelhantes, mas contra os poderes espirituais das trevas, “…porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12). 

 

Veja as instruções do apóstolo Paulo ao seu jovem discípulo Timóteo. Este jovem cristão é exemplo para todos nós (1 Timóteo 4:7-16). “Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa…” (vers. 7b,8). “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto” (vers. 15).

 

Ser piedoso é ser zeloso, cuidadoso, e ter amor pelas coisas de Deus; piedoso é aquele que cuida das coisas do Senhor, o ama e o teme – é reverente. Tem alegria em servi-lo. Diligente é aquele que é esforçado, dedicado, ativo, aplicado e ligeiro com o trabalho de Deus. Não é negligente, nem inativo e nem infrutífero em sua vida.

 

“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros. Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas (2 Timóteo 2:1-5).

 

Muitos se desdobram para conquistar metas e planos na vida secular. O corredor que não se aplica nos exercícios, não tem uma alimentação adequada e não usa acessórios adequados não alcançará vitórias. No mundo e até mesmo entre os cristãos vemos o esforço e luta para conseguir uma vaga em uma universidade ou em um concurso público. Horas de sono perdidas; horas debruçadas em livros e cadernos todos os dias. Quase não sobra tempo nem para se alimentar. Porque, eu gostaria de saber, não temos a mesma garra; o mesmo empenho; a mesma vitalidade com as coisas de Deus? Porque não “perdemos” tempo debruçados na bíblia? Porque não “perdemos” noites de sono para orar, meditar e refletir nas palavras de nosso Mestre? “…o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas”. Que nos esforcemos diligentemente.

 

“… seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou”. Quem conhece o exército sabe que os soldados não têm outra opção que não seja a de obedecer às ordens de seus superiores. Somos soldados, e inclusive cantamos cânticos que nos falam disso. Nosso general é Cristo, e Ele dá ordens explícitas para seus comandados. Elas são inquestionáveis! O soldado não barganha com seu general. O cristão não barganha com seu Senhor. O soldado não tem brechas para fugir. O cristão não procura brechas na Santa Palavra, para fugir da vontade de Deus, pois sabe muito bem que não as encontrará. Mas há uma diferença, o cristão tem algo que o soldado do exército não tem: o livre arbítrio. O cristão decide se vai obedecer ou não. Se ele obedecer, ele tem a aprovação de Jesus, se não, ele tem a sua sentença: “Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:23). “Se alguém vem a mim e não aborrece (ama menos) a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26,27,33). Jesus quer que o obedeçamos espontaneamente. Não é como no exército que somos obrigados a alistar e servir. Jesus quer que prostremos diante dEle de livre e espontânea vontade. Aquele que assim fizer servirá a Ele e aos seus propósitos. O “servo” que resiste, é murmurador e desobediente será castigado pelo seu Senhor. Jesus não foi atrás do jovem rico, mostrando outras maneiras de segui-lo. Se queremos seguir a Cristo, precisa ser do jeito que Ele quer e não como nós queremos. Jesus não barganhou com Nicodemus uma outra maneira de entrar no reino dos céus. A única maneira é nascendo de novo, da água e do Espírito, ou seja, uma nova vida de comunhão e obediência a Deus e não uma vida religiosa que não nos leva a lugar nenhum.

 

Somos vasos, e de barro ainda por cima. Não cabe ao vaso questionar o oleiro. Cabe ao vaso ser moldado ao gosto do oleiro. Cabe ao oleiro, quebrar o vaso ruim e fazer um novo vaso; vaso para honra. Vaso que glorifique o oleiro. “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18:4,6).

 

“Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” (Romanos 9:20,21). Não é o vaso que tem valor e sim o que está dentro dele. “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Coríntios 4:6,7). A força, o poder e a glória estão em Deus e não em nós. Sejamos vasos para honra. Saibamos usar o tesouro que está em nós. Jesus disse: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4).

 

Jovem ao invés de usar o seu vigor físico para desonra, use-o para glorificar a Deus. Ao invés de procurar algo que apóiem ideais humanos ou desejos pessoais; aprofunde no conhecimento de Deus e de Sua vontade. Ao invés de questionar as ordens do Senhor, faça como Noé que obedeceu fielmente cada instrução de Deus, sem hesitação ou resistência. Ao invés de esperar ficar mais velho para agradar a Deus, agrade-o agora tendo uma conduta santa e irrepreensível diante dEle e dos homens. Se queremos gloriar em alguma coisa, nos gloriemos em conhecer a Deus. “Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR” (Jeremias 9:23,24). Conhecer a Deus é a única coisa que realmente tem valor em nossas vidas, pois a riqueza, beleza e inclusive a própria vida murcharão como uma flor, que um dia nasce, cresce e nos maravilha com sua exuberância, mas um dia ela murcha e morre. Glorifique a Deus com a sua vida, seja um vaso para honra!

 

Outubro – 2008